A Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) juntou-se ao protesto da Associação de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE), que decorre esta terça-feira em Lisboa.

Em comunicado enviado às redações, a APECATE expressa "apoio solidário na manifestação” organizada pela APSTE, no Terreiro do Paço.

Este protesto tem como principal objetivo chamar a atenção do Governo para um setor que continua impedido de trabalhar e se sente excluído dos mecanismos de apoio que têm sido ativados no âmbito da pandemia de Covid-19. Faz assim todo o sentido que a APECATE se junte a esta iniciativa", pode ler-se no comunicado.

Desta forma, a APECATE reforça “a mensagem de que o setor dos eventos e congressos precisa urgentemente de respostas concretas por parte da entidade governamental e da definição de medidas de apoio" a um setor "completamente imobilizado".

Estamos já a meio do mês de agosto e continuamos sem diretrizes sobre como atuar no terreno, apesar de já haver regras para a realização de espetáculos culturais e para a restauração e hotelaria, ambas com vários pontos em comum com algumas tipologias de eventos", assinala ainda a APECATE.

A associação do setor salienta que esta é "mais uma indústria que funciona como o cume de uma cadeia imensa de fornecedores e colaboradores", urgindo ação rápida sob o risco de "ser muito difícil" de se reerguer e denunciando que "muitas empresas correm já sérios riscos de não se conseguirem manter no mercado".

Até ao momento não foram emitidas as orientações da DGS [Direção-Geral da Saúde] específicas para o setor", adianta o documento.

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos vai organizar um protesto hoje, no Terreiro do Paço, em Lisboa, que pretende sensibilizar o Governo para a necessidade de medidas urgentes para o setor.

O protesto decorreu entre as 20:00 e as 22:00 e consistiu na colocação de “várias instalações compostas por ‘FlightCases’ [malas de porão], com as insígnias de cada empresa, criando assim uma ‘mancha’ visual e ocupando o perímetro da Praça do Comércio”.

Nas fachadas do Terreiro do Paço foram ainda projetadas “imagens, vídeos e frases que refletem o estado de espírito do setor e que demonstram e sustentam o apagão económico que o mesmo está a sentir”.

/ AG