A contratação coletiva é algo que preocupa mais a CGTP - e por isso mesmo vai "intensificar" o diálogo com o PS - apesar das divergências a propósito da redução da TSU para as empresas. Ora, isso não preocupa a central sindical que, faz questão de lembrar, não subscreveu o acordo de concertação social. Também por isso a central sindical entende que não tem de apresentar alternativas

O "mais importante" já está "em fase de aplicação", a subida do salário mínimo para 557 euros já este mês. Algo que, ainda que "insuficiente" é um passo, afirmou depois de se ter reunido com o líder do grupo parlamentar do PS. A CGTP não diz, mas a descida da TSU foi a contrapartida encontrada pelos parceiros sociais para conseguir, precisamente, aquela atualização do salário mínimo. 

Alternativas? Não compete à CGTP apresentar alternativas. Quem está neste processo e arranjou o problema que agora encontre conjuntamente as alternativas. Não nos peçam a nós.  Estamos é disponíveis para continuar a dar os nossos contributos e apresentar as nossas propostas e que é possível fazer diferente e, já agora, melhor". 

Arménio Carlos disse também que "não foi a CGTP que se afastou de um compromisso global". "Foi o ministério do Trabalho que afastou a CGTP porque sabia que nós não aceitávamos a TSU, sabia que estávamos disponíveis para encontrar outras soluções: não quiseram, agora cada um assume as suas responsabilidades". 

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Voltou a qualificar o acordo de concertação de "desequilibrado", condenou, sem quantificar, os "milhares de milhões de euros disponibilizados para as grandes empresas - boa parte que não tem nada a ver com o salário mínimo nacional". "Foi a pressão das confederações patronais que aproveitou o salário mínimo nacional para utilizar como moeda de troca para avançar com este tipo de medidas", atirou, referindo-se à TSU.

Já o presidente do grupo parlamentar do PS, Carlos César, recusou concretizar alternativas possíveis com o chumbo, que parece certo, da TSU na próxima quarta-feira. Confrontado pelos jornalistas com a proposta do BE de reduzir os custos da energia para as empresas, como alternativam disse apenas que "talvez na fatura energética não seja área onde se possa dar passo significativo agora".  

Está confiante que o Governo encontre uma solução "que dê aos empresários confiança e estímulos para dinamização económica". 

Não deixou, igualmente, de atirar farpas ao PSD: "Estamos neste processo mais ou menos conturbado do ponto de vista mediático por uma boa razão para centenas de milhares de portugueses: verão aumentado o seu salário. Fizemos algo que não aconteceria se tivéssemos governo do PSD e CDS".