A Standard & Poor's diverge da DBRS quanto aos receios à volta da Caixa Geral de Depósitos. Se a agência canadiana ameaçou ontem cortar o rating do banco público para lixo, a colega norte-americana mantém o "pendor positivo" dos ratings de longo prazo, embora já estejam todos nesse patamar especulativo.

Ao contrário da DBRS, para quem a demissão do presidente António Domingues pode ter implicações nos riscos que pairam sobre a CGD, a S&P não tem a mesma perspetiva, até porque há um acordo de princípio anunciado em agosto que "continua em cima da mesa", para além de o Governo estar "a trabalhar no sentido de encontrar um substituto para a gestão da CGD".

António Costa prometeu um nome para liderar a Caixa ainda esta semana, bem como novos outros seis administradores, para substituírem aqueles que saíram. A agência norte-americana está, portanto, à espera disso e também que o plano de recapitalização siga como acordado para reforçar o banco.

Seja como for, vai "avaliar a capacidade da nova gestão em cumprir atempadamente os objetivos estratégicos da CGD e a melhoria da rentabilidade e qualidade dos ativos".

Fica o aviso de que vai “seguir de perto” todo o processo para ter a certeza de que não vêm aí “alterações estratégicas ou mudanças no plano de recapitalização”.

Atrasos, esses, espera que não sejam ainda maiores - já que a capitalização foi adiada para 2017. “Quanto tempo [o plano] demorará a materializar-se” é algo que será tido em conta.