O défice de 2017 não vai disparar nem está descontrolado, apesar do aumento do investimento público em mais de 25%, garantiu esta sexta-feira o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Uma reação que surge também depois de ontem a Direção-Geral do Orçamento ter divulgado que, até abril, o défice das Administrações Públicas aumentou 314 milhões de euros até abril, para 1.931 milhões de euros. Algo que as Finanças justificam com um aumento dos reembolsos de IRS e IVA, face ao mesmo período do ano passado.

Hoje, em Castelo Branco, Pedro Marques deixou a garantia de que as contas estão controladas. E, quanto à sua pasta em específico, não será o investimento a prejudicar nada.

Ao longo de uns meses andámos a ouvir dizer que se tinha atrasado o investimento público para compor o défice de 2016, eu gostava de vos dizer que, nem resolvemos o défice de 2016 atrasando o investimento público, nem o défice de 2017 vai disparar ou está descontrolado por agora estarmos com crescimentos de 25% no investimento".

Segundo explicou, a compensação do investimento será obtida essencialmente através das taxas de comparticipação dos fundos comunitários e de um aumento da receita fiscal.

Tal crescimento deverá ser obtido com as maiores receitas de retenção na fonte em sede IRS, já que se prevê que o investimento público também impulsione a contratação de pessoas ou maiores pagamentos para os recursos humanos das empresas.

(…) Portanto, volto a dizer, nem o défice do ano passado atrasou o investimento público, nem o défice deste ano vai disparar ou ter qualquer problema por causa do investimento que estamos a realizar e com muita força".

Pedro Marques especificou ainda algumas das componentes em que esse investimento está a ser realizado, nomeadamente o investimento de base territorial ou o investimento na ferrovia.

Além disso, mostrou-se muito confiante relativamente aos resultados económicos de 2018, assegurando que há "excelentes perspetivas" e "boas razões para acreditar num período muito extenso de forte crescimento económico em Portugal".

Entre essas razões, apontou o "impacto muito significativo" que deverá ter o facto de, a partir de novembro, a Autoeuropa entrar numa fase de produção em três turnos.

O ministro falava durante a sessão de abertura do I Congresso Empresarial da Beira Baixa, iniciativa organizada pelo Associação Empresarial da Beira Baixa e pelo Jornal de Negócios.