Comer fora de casa, especialmente almoçar durante a semana quando o tempo está contado, é um pequeno/ grande prazer que, na maioria das vezes, sai caro.

Mesmo que consiga uma refeição por 6,5 a 7 euros por dia, são 35 euros por semana e 140 euros por mês. Se tem o “mau” hábito, segundo grande parte dos nutricionistas, de tomar o pequeno-almoço na rua a fatura quase duplica. Sim porque um galão com uma sande nunca serão menos de 2 a 3 euros e se pedir um sumo natural salta para os 4 a 5 euros. Ou seja, entre almoços e pequenos- almoços gastará, no mínimo mais de 200 euros por mês.

E convenhamos, uma refeição que valha a pena, daquelas que é quase igual às que faz em casa, por estes valor, só mesmo na tasca da “dona Maria” ou “do senhor Zé”, onde sabe que é bem servido porque, caso contrário, a médio prazo o barato pode sair-lhe caro em termos de saúde.

Travar estes gastos mensais é uma ajuda nas suas contas. Mas se não resiste talvez consiga, pelo menos, poupar.

Evite o álcool

O copo de vinho ou a cerveja podem ser um prazer irresistível mas, muito raramente, entram nos tais menus de almoço. Tal como os sumos, são mais caros e encarecem qualquer refeição, além de, no limite, não serem o melhor para a saúde, sobretudo se está numa de fazer dieta. Com álcool o seu almoço chegará mais próximo dos 10 euros. Não se esqueça que o imposto sobre estes produtos deve aumentar no ano que vem, no âmbito da proposta de Orçamento do Estado. Contas feitas, estes almoços elevam a fatura para os 200 euros por mês. Ainda sem o pequeno-almoço fora.

Partilhe refeições

Os portugueses adoram comer e, em regra, no Norte do país, uma dose quase alimentaria uma família que comesse pouco mas alimenta, com toda a certeza, duas pessoas. Ou então, para os que ainda são adeptos de carne, há sempre aquele maravilhoso "bife à casa" que custa à volta de 10 euros. Se dividir e beber água …. faça a conta e poupa. Já o peixe encare mas, no tempo delas, e com pouco apetite, uma doze de sardinhas pode ser uma opção de partilha.

Opte pelo prato do dia

Nas opções que tem nas imediações do seu emprego há sempre aqueles dois ou três locais que têm o menu do dia e pode ligar a encomendar. Atualmente até o mais rústico e antigo restaurante de bairro conta com um site na internet. Se não, ligue para saber a ementa do dia e não saia desses menus. As variações saem-lhe caro.

Pedir o menu de criança

Para os menos entusiastas de refeições avantajadas ou naqueles dias em que o seu apetite não está em alta pode ficar-se pela refeição de criança. Muitos restaurantes têm o menu infantil. E porque não?  Para não ser apanhado de surpresa pode informar-se antes se não há limitações do próprio restaurante a tal pedido. Se não houver e lhe fizerem má cara, se calhar não vale a pena voltar. É que, de fato, poupa porque o menu de criança é sempre mais barato.

Snack antes de ir comer

Ir para um restaurante esfomeado é meio caminho andado para gastar aquilo que não quer, naquilo que um estomago "normal" nem conseguiria comer. Para evitar um gasto extra, desnecessário, tenha sempre umas nozes, avelãs ou qualquer fruto seco na gaveta. Ou uma peça de fruta. Ou um iogurte acompanhado com estes frutos secos. Já agora se pensar na linha - não só da carteira mas sobretudo na saúde – não esteja mais de três horas sem comer e vá petiscando este tipo de coisas. Evite outras como as batatas fritas, os bolos e os tão apetecíveis croquetes e rissóis. E traga tudo de casa. Além de não sair esfomeado para o restaurante já poupou mais 2 euros, pelo menos. São 10 euros numa semana e 40 no final do mês

Leve os "restos" para casa

Se não comeu tudo peça para levar para casa. Mesmo que tenha que pagar pelo recipiente não será mais de 50 cêntimos a um euro e já ganhou uma refeição para jantar ou para o dia seguinte. Os tais 10 euros que, eventualmente, pagou podem ter-se transformado em 5 euros.

Cuidado com os almoços de trabalho

Se tiver que os pagar certifique-se que escolhe, ou escolhem, um sítio que não sai do seu orçamento porque numa só refeição pode gastar mais do que tudo o que andou a poupar. Afinal, sobretudo em Lisboa, as opções para almoços de trabalho são quase sempre mais dispendiosas e nunca abaixo dos 20 a 25 euros.

Locais em que as crianças comem de graça

As dicas anteriores ficam mais difíceis de praticar ao fim-de-semana quando muitos dos locais de refeição em zonas empresariais estão encerrados e nem nos apetecer ir para o local onde estamos toda a semana, mesmo assim, se procurar bem, encontra. E pode sempre optar por almoçar em casa e depois fazer um belo passeio fora. Sozinho é mais simples optar. Com crianças menos fácil e mais dispendioso. Mas aquilo que funciona consigo durante a semana de trabalho pode ser replicado nos fins-de-semana e ensinado às crianças. Lá fora, há muitos restaurantes que já tem dias "de graças" para as crianças e alguns chefs têm feitos promoções nos seus espaços gastronómicos. Como o caso do chef britânico, Jamei Oliver, que já abriu, gratuitamente, os seus restaurantes a experiências gastronómicas para os mais pequenos. Em Portugal a moda ainda não pegou mas esteja atento porque poderá acontecer em breve!

Alda Martins