A comissão de avaliação da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Lourinhã vai reavaliar a idoneidade do presidente não executivo do Conselho de Administração, José António dos Santos, que foi constituído arguido na operação Cartão Vermelho, foi hoje anunciado.

A Caixa Central vem por este meio informar que instruiu a Comissão de avaliação da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Lourinhã a proceder à reavaliação por factos supervenientes relativos ao atual Presidente não executivo do Conselho de Administração daquela instituição”, refere o Crédito Agrícola em comunicado.

José António dos Santos “foi constituído arguido no âmbito de uma investigação criminal em curso, tendo sido objeto de diversas medidas de coação”, lê-se no comunicado, segundo o qual, no âmbito do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, com as alterações subsequentes entretanto verificadas, a Comissão de Avaliação da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Lourinhã iniciará, nos termos da lei, "uma averiguação em sede de avaliação a fim de aferir a idoneidade do responsável”.

Esta avaliação deverá estar concluída “nos próximos 10 dias e será determinante para concluir da idoneidade de José António dos Santos no exercício das suas funções”.

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Luís Filipe Vieira, que suspendeu funções na presidência do Benfica, foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, também conhecido como "rei dos frangos", todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do país, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

/ CM