A reação do mercado britânico à reentrada da Madeira na lista verde dos viajantes “foi imediata" e gerou um “grande volume de reservas”, disse o secretário do Turismo madeirense.

Foi uma reação imediata, energética de grande volume de reservas”, disse Eduardo Jesus à agência Lusa.

Depois de ter colocado Portugal na lista vermelha, o governo britânico fez a 24 de junho uma “discriminação positiva” em relação à Madeira, na sequência de diligências efetuadas pelas autoridades regionais junto das autoridades e operadores britânicos e devido à situação epidemiológica favorável registada na região.

Nesse dia, o Reino Unido anunciou que o arquipélago da Madeira, as ilhas Baleares e algumas das Caraíbas, incluindo Barbados, foram adicionadas à “lista verde” de viagens internacionais e isentas de quarentena na chegada a Inglaterra.

As alterações, que também incluíram vários territórios ultramarinos do Reino Unido, entram em vigor já na quarta-feira, revelou o ministro dos Transportes, Grant Shapps.

O secretário do Turismo da Madeira revelou que logo após este anúncio “houve um operador que é significativo para a Madeira que referiu que num só dia registou a mesma quantidade de reservas que habitualmente teria numa semana”.

Portanto, o mercado está ávido desta possibilidade de viajar para Madeira e precisa de segurança”, sublinhou.

O responsável destacou que esta região portuguesa tem uma das ilhas [Porto Santo] considerada covid free e a Madeira regista cerca de 60 casos ativos.

Essa segurança que temos na região conseguiu ser comunicada finalmente junto dos decisores ingleses para que se fizesse justiça e colocasse a Madeira onde tem de estar, que é o corredor verde”, argumentou.

Eduardo Jesus sublinhou que “com esta confiança reconquistada, as reservas surgem automaticamente”.

O governante mencionou que a Madeira tem neste momento 65 mil lugares do mercado britânico contratados em aviação direta, havendo ainda outros passageiros “que vão chegar depois de escalas nos aeroportos de Lisboa e Porto”.

Enunciou que nas operações diretas do Reino Unido estão previstos 28 mil lugares em julho e 37 mil em agosto.

Mas só nestes, que temos a certeza da quantidade de lugares já disponibilizados pelas companhias que operam entre os dois territórios, é desta dimensão” o volume de reservas, indicou.

Eduardo Jesus salientou que estas operações constituem “um contributo bastante forte”.

“Vamos ver se não há aqui mais nenhum impedimento que nos condicione esta trajetória” de retoma do turismo prevista para o verão, salientou.

O secretário regional reforçou que o Governo Regional vai desencadear a mesma “vaga” de diligências para tentar reverter também a decisão do governo da Alemanha, que colocou Portugal na lista vermelha, não fazendo qualquer diferenciação baseada na situação de segurança registada na Madeira, onde não foi ainda detetada a variante Delta, inicialmente detetada na Índia.

Esta decisão da Alemanha está a provocar sucessivos cancelamentos dos viajantes daquele país, numa altura em que a região tinha “6.200 lugares disponíveis nos aviões em regime de voo direto da Alemanha para a Madeira que se vão perder nos próximos 14 dias”, referiu.

De acordo com os últimos dados divulgados sábado relativos à situação epidemiológica no arquipélago da Madeira pela Direção Regional de Saúde, este território registou sete novos casos e mais 11 doentes recuperados, existindo 61 situações ativas.

Esta região também mantém os 72 óbitos associados à doença desde 25 de maio e tinha quatro doentes internados no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, nenhum ocupando a Unidade de Cuidados Intensivos.

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