Por muito que diga [Salgado] que pagou mais, está errado. O Fisco não ficou lesado num cêntimo».

Ele diz que a importância foi uma liberalidade e, ao declará-la aqui em Portugal, (...) eu tive dificuldades em o portal das Finanças aceitar. Depois recebi indicação de como corretamente fazê-lo.

Se ele insiste em dizer que é uma liberalidade, é um problema dele. Terá de lhe perguntar


«A carta [de Salgado] diz duas coisas que me espantaram e não quero dar cabo de uma relação pessoal por causa disto. Ele até já me telefonou a dizer que assinava 30 e tal cartas por dia... [As retificações são feitas] só com base em informações que nos dizem: está aqui este rendimento e está aqui o comprovante. Se pagou a mais? Não é verdade»



«O contribuinte Ricardo Salgado é que é responsável pelas suas declarações fiscais».  

«Quem nunca se engana, geralmente não tem dúvidas. Eu engano-me. Mas a AT nunca me chamou a atenção sobre ter trocado A por B. Fico-me por aqui, com todo o respeito», acrescentou.

Questionado, mais à frente, por Mariana Mortágua (BE), sobre a natureza da relação profissional com Ricardo Salgado, respondeu:

«Foram relações de um homem que me auxiliou na vida. Eu próprio também o auxiliei quando ele teve de sair deste país para o Brasil (...) Qual é a liberalidade que tive por isso? Nem uma gravata» (...) «As relações que tenho são de amizade e de dívida para com um homem que me auxiliou»


Mas, frisou, sempre foi «um profissional liberal». Também por isso, e para não quebrar o elo de amizade com o ex-presidente do BES, revelou ainda que não aceitou o convite para integrar a comissão de auditoria do banco
Vanessa Cruz / Última atualização às 12:00