A chanceler alemã concorda que os países em dificuldades, como Portugal, Grécia e Irlanda, sejam ajudados, mas defende que estes países têm de fazer os «trabalhos de casa» para manter a união na Europa.

Sublinhando que o que está a ser feito nos três países é o correto, Angela Merkel disse, em Denim, num encontro do seu partido, a CDU, que os países também devem fazer o que lhes compete, criticando os governos com uma Administração Pública ineficaz.

Falando, especificamente, da Grécia, Angela Merkel mostrou-se compreensiva com o povo grego a quem estão a ser pedidos «muitos muitos sacrifícios». Como, por exemplo, a redução do salário mínimo nacional «que já é muito baixo».

Por isso, a Alemanha quer, segundo a chanceler, que a Grécia volte ao crescimento económico, que atraia investimento estrangeiro e que dê às empresas que queiram investir as garantias legais.

Merkel defendeu, ainda, a introdução da taxa sobre mais-valias financeiras na Europa, e a aceleração dos esforços para uma maior regulação dos mercados financeiros.
Redação / RL