O prejuízo do Novo Banco agravou-se ligeiramente até setembro, para 419,6 milhões de euros. Este valor compara com os 419,2 milhões de euros do mesmo período do ano passado, adianta a instituição financeira que foi criada da divisão do BES em dois (banco mau, de ativos tóxicos, e Novo Banco), em 2014.

O grupo Novo Banco registou até setembro de 2018 um resultado líquido negativo de 419,6 milhões de euros que compara com um prejuízo de 419,2 milhões de euros no período homólogo do ano anterior, dando continuidade à reestruturação em curso do seu balanço, de acordo com o seu plano estratégico”.

No período em causa, a atividade core, pela primeira vez, teve um crescimento de 5,2% do resultado financeiro e de 3,9% do produto bancário comercial, mais 20,3 milhões de euros.

Por sua vez, os custos operacionais continuaram a cair 7,8%, “o que permitiu um crescimento do resultado operacional ‘core’ de 41,5%”. Atingiram 363,5 milhões de euros, “reflexo das melhorias concretizadas ao nível da simplificação dos processos e da otimização das estruturas com a consequente redução de balcões e de colaboradores”.

O montante afeto a provisões no valor de 456,2 milhões de euros inclui 232,6 milhões de euros para crédito, 15,2 milhões de euros para títulos e 208,4 milhões de euros para outros ativos e contingências onde se consideram, nomeadamente, as provisões para imóveis decorrentes da assinatura do contrato-promessa para a venda de uma carteira de ativos imobiliários (Projeto Viriato)”.

Menos 510 colaboradores

Até setembro, os custos com pessoal totalizaram 199,5 milhões de euros (-5,2% em termos homólogos), “para que contribuiu a redução, face a 30 de setembro de 2017, de 510 colaboradores”.

Já os gastos gerais administrativos atingiram 147,9 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 3,1%.

“Esta redução foi transversal à maioria dos agregados de custos e reflete os impactos da política de racionalização e otimização em curso. As amortizações registaram a expressiva redução de -48,1%”, aponta o Novo Banco no comunicado.

Em 30 de setembro, os depósitos totalizavam 29,5 mil milhões de euros, superior em 3,6 mil milhões ao registado em setembro do ano passado.

De acordo com o documento, após a conclusão do processo de venda do Novo Banco, a “sua posição de liquidez registou uma melhoria significativa” com o rácio regulamentar de liquidez a situar-se em 128%, mais quatro pontos percentuais face a dezembro de 2017.

O financiamento líquido junto do Banco Central Europeu, no final do terceiro trimestre, era de cerca de 3,5 mil milhões de euros, menos cerca de um mil milhões em comparação com junho de 2018 e de 1,7 mil milhões face a setembro de 2017.