"Estamos conscientes que a Rioforte teve impacto nos resultados da Oi", disse Rafael Mora, administrador da PT SGPS.






"Penso que o importante é que passámos de uma fase em que a PTS SGPS desaparecia numa fusão, passámos a uma fase em que a PT SGPS era uma coisa mal querida, para uma em que a PT SGPS é hoje em dia um acionista de referência da Oi e que a sua posição é mais reforçada ao nível de votação", afirmou o Chief Executive Officer, João Mello Franco, citado pela Reuters.

"Até que se tenha uma perspetiva mais clara sobre a consolidação no mercado brasileiro do nosso principal ativo que é a Oi, até que se tenha uma perspetiva melhor do que se vai conseguir recuperar, quando e como, na Rioforte, e também o que vai acontecer com a nossa opção, acho que faz todo o sentido e gera muito mais valor manter a nossa ação em bolsa", disse Rafael Mora.

"Quando todos tenhamos resposta a estas questões, os senhores acionistas serão soberanos, se acordam, discordam, se eliminam mas acho que isso vai demorar ainda algum tempo". Acrescentou.
Nos resultados de 2014, publicados no site da CMVM, a PT SGPS foi ainda penalizada por uma provisão de 27 ME, reconhecida para o diferencial entre o justo valor dos ativos a receber no âmbito da permuta, e o valor contabilístico das ações da Oi entregues em troca, explicou a empresa.