O Santander fechou 118 agências e ficou com menos 355 trabalhadores num ano, de acordo com os dados divulgados pelo banco na apresentação de resultados até setembro, quando atingiu um lucro de 390,6 milhões de euros.

Assim, entre 30 de setembro de 2018 e 30 de setembro de 2019, a operação do Santander em Portugal passou de 657 "agências e centros empresa" para 539.

Em termos de trabalhadores, a descida de 355 deveu-se à passagem de 6.626 no final de setembro de 2018 para 6.271 no mesmo período deste ano.

Pode haver sempre um despedimento por processo disciplinar, mas nós não despedimos as pessoas", afirmou o presidente executivo do banco, Pedro Castro e Almeida em conferência de imprensa, acrescentando que "a maior parte das saídas têm sido por reformas antecipadas".

Pedro Castro e Almeida afirmou ainda que o banco contratou "cerca de 100 pessoas" este ano, e revelou que "o fator idade já não é tão representativo" para a contratação, mas sim "o tipo de formação que as pessoas têm".

O gestor previu ainda uma mudança no "rácio de saídas e entradas, em termos de saídas, principalmente se houver um abrandamento do negócio, mas também porque muitos clientes estão a passar para o digital".

Relativamente às agências, o responsável do Santander em Portugal afirmou que "infelizmente vai ficar num nível mais ou menos estável", e "não deve haver uma grande redução no futuro, não sei se vamos reduzir, sequer, dez agências".

Nas cidades, balcões pequenos com cinco ou seis pessoas são muito menos produtivos do que balcões grandes com 16 pessoas", acrescentou, dizendo que o que o banco tem feito é "fusões" de balcões.

O gestor afirmou que a procura imobiliária nas grandes cidades, sobretudo por cafés e restaurantes, que necessitam de grandes espaços nas cidades, "não permite acelerar essa concentração".