A produção industrial da China recuou, no início deste ano, para o ritmo mais lento dos últimos 17 anos, face às disputas comerciais com os Estados Unidos e à queda na procura doméstica.

Nos dois primeiros meses do ano, aquele importante indicador da segunda maior economia mundial subiu 5,3%, a aceleração mais lenta desde o início de 2002.

O Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China publica os dados económicos de janeiro e fevereiro em conjunto, para evitar distorções resultantes das férias do Ano Novo Lunar, que todos os anos calham numa semana diferente.

No ano passado, a economia chinesa cresceu 6,6%, o ritmo mais lento em quase três décadas.

A atividade económica recuou à medida que a procura doméstica caiu e o país entrou em disputas comerciais com Washington, suscitadas pelas ambições chinesas para o setor tecnológico.

Devido aos atritos comerciais, muitas fábricas apressaram-se para completar ordens de compra e venda antes do Ano Novo Lunar. Agora estão a aguardar com cautela para ver se as tarifas serão suspensas", afirmou Lin Longpeng, analista chefe de mercado da seguradora Guotai Junan Securities, com sede em Shenzhen, no sul da China.

Nos dois primeiros meses do ano, as vendas a retalho registaram um crescimento de 8,2%, face ao período homólogo, próximo do nível mais baixo dos últimos 15 anos.

O investimento em ativos fixos - gastos com imobiliário, fábricas, maquinaria e obras públicas - subiu 6,1% no ano até fevereiro, em termos homólogos.

Em comunicado, o GNE considerou que a economia chinesa apresentou um desempenho "razoável", revelando um impulso "em geral estável e crescente", o que indica uma "tendência positiva gradual".

Em geral, a economia chinesa está a progredir bem (...), com esforços redobrados para promover um desenvolvimento de alta qualidade e implementar políticas que visam manter a estabilidade no número de postos de trabalho, setor financeiro, comércio externo e investimento", afirmou.