Em menos de uma semana - desde que existe o simulador de pensões da Segurança Social - cerca de 300 mil pessoas simularam a sua pensão, mas há várias dúvidas que procurámos esclarecer com o diretor do Centro nacional de Pensões, Vítor Junqueira, que esteve no espaço da Economia 24 do “Diário da Manhã” da TVI.

O simulador das pensões é mais um passo na modernização dos vossos serviços?

Já havia a possibilidade de utilizar a Segurança Social Direta - um canal privilegiado do cidadão com a Segurança Social –  para pedir coisas, como o abono de família ou subsídios de parentalidade, mas as pensões estavam um pouco arredadas. Agora, com o simulador, e outras coisas iniciativas que vamos tomar ao logo dos próximos tempos, vamos procurar melhorar essa relação.

É preciso uma senha para ter acesso à Segurança Social direta. Temos que a pedir. E quanto tempo demora?

Cerca de uma semana. Embora haja outras alternativas. Quem tem o cartão de cidadão e os pins de acesso que nos dão, quando o fazemos, pode usar a chave digital e estará apto a entrar na Segurança Social direta.

O pedido da senha pode ser feito online ou ao balcão da  Segurança Social e depois recebe a senha em casa.

É com essa senha que entra na Segurança Social Direta?

Sim. Entrado na página. Escolhe a opção simulador de pensões. 

E a opção seguinte pode ser efetuar simulação automática.

Que é mesmo automática porque basta um click.

Pode também escolher a simulação à medida?

Exatamente. Neste caso a de velhice é a mais comum. Deve colocar a data, a partir da qual se vai reformar – a partir dos 60 anos, no regime geral, para quem tem uma carreira contributiva de 40 anos.

Uma das vantagens do simulador é dar a conhecer às pessoas o impato da sua decisão. De se reformarem hoje, ou daqui um ano ou dois. E poderá  ser uma diferença significativa  no valor da sua pensão.

Para quem já tentou a simulação e não encontro todo o registo dos anos contributivos. O que deve fazer?

Há um conjunto de casos em que as remunerações não estão inteiramente carregadas no sistema informático que o simulador utiliza, mas são do conhecimento da Segurança Social. Por tanto, quando for pedida a pensão vão ser utilizados no cálculo.

Entretanto, o que aconselha estas pessoas a fazerem?

A informação está a ser carregada no sistema e acreditamos que, em breve, teremos a informação regularizada. Até lá, para efeitos de simulação, é sempre possível introduzir o que falta à mão. Mas só para efeitos de simulação.

E se não estiver contabilizado, por exemplo, o tempo do serviço militar obrigatório?

Depende se se inscreveu na Segurança Social, antes ou depois, do serviço militar obrigatório. Se o fez depois, não sabemos, mas a pessoa tem a hipótese de o inserir manualmente.

Quem não tem acesso à internet pode dirigir-se à Segurança Social para o ajudarem?

Sim. Como já era feito, para o cálculo provável da pensão, antes do simulador. Agora é mais fácil.