Os trabalhadores da fábrica da Secil, do Outão, em Setúbal, iniciaram à meia-noite uma greve de três dias por aumentos salariais e pela reposição de direitos laborais inscritos na contratação coletiva. Conseguiram parar a produção na fábrica.

Segundo fonte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Construção, afeto à CGTP, o primeiro turno, que arrancava às 00:00 e que é responsável pelo funcionamento do forno, teve uma adesão de 100%.

 A Secil defendeu, entretanto, que a responsabilidade social da empresa só será viável com “medidas de gestão que assegurem a sustentabilidade” a longo prazo.

“[É preciso] tomar medidas que visam a preservação da sua sustentabilidade económico-financeira, tendo em conta a quebra abrupta no consumo de cimento a partir de 2007."

A paralisação arrancou à meia-noite desta terça-feira e prolonga-se até ao final do dia 1 de junho, quinta-feira.

Os trabalhadores queixam-se da falta de resposta por parte da empresa a um abaixo-assinado que exigia um aumento salarial de 40 euros por mês, além do cumprimento de outros direitos laborais.

A Secil é detida pela Semapa, holding que tem como acionista maioritária a família Queiroz Pereira.

Segundo o sindicato, esta greve pode mesmo pôr em causa a produção da fábrica, tendo desde logo em conta a adesão do primeiro turno, que assegura o funcionamento do forno.