A Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) recebeu 11,7 mil reclamações sobre serviços de comunicações, em outubro, um crescimento de 22% em relação a igual período de 2019, adiantou a entidade, em comunicado.

O regulador indicou que “o número de reclamações continua a ser muito superior ao registado no período pré-pandemia de covid-19, mas continua a baixar face ao máximo registado no mês de julho”, lê-se na mesma nota.

A Anacom revelou ainda que “todos os principais operadores de serviços viram aumentar as suas reclamações face a igual período do ano anterior”, sendo a Meo “o prestador mais reclamado (duas mil reclamações, mais 43%) e a NOS aquele que registou o maior aumento das reclamações, 78%, para um total de 1,4 mil reclamações”.

Analisando os assuntos mais reclamados, “os problemas com a ligação inicial ou instalação, o cancelamento de serviços e o atendimento foram os que mais aumentaram (+89%, +79% e +62%, respetivamente)”, em termos homólogos.

A gestão dos contratos (23%), o cancelamento de serviços (19%) e as avarias (15%) foram os assuntos mais reclamados neste setor” no mês passado, adiantou a Anacom.

O regulador deu ainda conta de dados em relação aos serviços postais, tendo sido “registadas no livro eletrónico 1,8 mil reclamações em outubro, mais 28% face a igual período do ano passado. Os CTT foram o operador mais reclamado, com 1,5 mil reclamações, mais 41% do que em outubro de 2019”.

Neste caso, o atraso na entrega “continuou a ser o assunto mais reclamado (20%)” e “a falta de tentativa de entrega foi o assunto que mais aumentou face a igual período do ano passado (+85%)”, lê-se no mesmo comunicado.

A Anacom revelou ainda que o “meio mais utilizado pelos reclamantes continua a ser o livro de reclamações eletrónico, com 61% (7,1 mil reclamações) do total de reclamações registadas”, tendo a sua utilização sido a que mais aumentou em relação a outubro de 2019 (+49%).

De acordo com o regulador, do total de reclamações registadas no livro eletrónico, 5,3 mil dizem respeito “a serviços de comunicações eletrónicas, mais 65% face a igual período do ano passado”.

/ CE