O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras indicou esta quinta-feira que o segundo dia de greve dos funcionários não policiais contou com uma adesão de 11%, mas o sindicato indica que a adesão à paralisação ronda os 65%.

Os funcionários da carreira não policial do SEF realizam esta quinta-feira o segundo de três dias de greve, numa paralisação convocada pelo Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SinSEF), que exige o reconhecimento da carreira e a integração na lei orgânica do SEF.

Em comunicado, o SEF refere que se verificou-se uma adesão à greve de 69 funcionários, num total de 606 funcionários não policiais (11,39%).

Segundo aquele serviço de segurança, nos serviços centrais do SEF na sede, não há, à semelhança de quarta-feira, registo de funcionários em greve.

O SEF indica também que, dos 37 postos de atendimento disponíveis ao público em todo o país, 26 estão abertos ao público, tendo 11 encerrado devido à greve.

A presidente do SinSEF, Manuela Niza, disse à agência Lusa que a adesão à greve se situa hoje entre os 65% e os 70%, sendo mais baixa do que na quarta-feira porque os funcionários não policiais não podem manter uma greve de três dias com vencimentos a rondar os 600 euros mensais.

Sobre a diferença de percentagens, Manuela Niza afirmou que o sindicato “não vai entrar numa guerra de números”.

A presidente do sindicato sublinhou que 606 funcionários não policiais avançados pelo SEF “são uma novidade”, tendo em conta que estes trabalhadores não chegam aos 500.

Manuela Niza disse também que há postos de atendimento que estão abertos “apenas com um ou dois funcionários” e nos serviços da avenida António Augusto Aguiar, por exemplo, são “os mediadores culturais que estão a fazer o atendimento ao público”.

A sindicalista disse ainda que os constrangimentos da greve vão sentir-se nos próximos tempos com os atrasos nos pedidos de renovação e concessão das autorizações de residência.

Depois desta greve, que termina na sexta-feira, o SinSEF admite mais ações de luta e apresentar uma ação contra o Estado para que estes funcionários tenham a carreira reconhecida.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras refere ainda que a greve convocada pelo SinSEF diz respeito aos funcionários administrativos do SEF, pelo que não corresponde aos funcionários da carreira de investigação e fiscalização do SEF com funções diretas no controlo de fronteira.