O Novo Banco propôs aos 19 trabalhadores da unidade de arquivo de Palmela rescisões dos contratos por mútuo acordo, disse fonte do SINTAF à Lusa, acusando a instituição de fazer esta proposta sob ameaça de quem não aceitar ser despedido.

Segundo Rute Pires, do SINTAF - Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira, os trabalhadores foram avisados da intenção do Novo Banco na sexta-feira passada (26 de maio) e têm até hoje para decidirem se aceitam ou não rescindirem por mútuo acordo.

A dirigente deste sindicato, ligado à CGTP, considerou à Lusa que esta é uma “rescisão por mútuo acordo imposta” e que aqueles que não aceitarem estão perante a ameaça de serem despedidos por extinção do posto de trabalho.

Tal como Negócios noticiou em abril, a indicação de que haverá mais cortes de balcões no Novo Banco, como contrapartida da operação de venda à Lone Star, conta com a oposição dos funcionários da instituição financeira.

"As notícias apontam para mais reduções de postos de trabalho e encerramentos de balcões. Nós estamos frontalmente contra essa possibilidade", assinalou na ocasião um comunicado enviado às redacções pela comissão que representa os 5.714 funcionários do banco liderado por António Ramalho (número de Setembro de 2016).