O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, assegurou esta quinta-feira, em Lisboa, que a política financeira do Estado tem sido orientada para a “redução moderada” da dívida pública e reconheceu que o endividamento continua alto.

A política financeira do Estado tem sido orientada para a redução moderada da dívida pública”, sublinhou Siza Vieira, em resposta ao grupo parlamentar do PSD, numa audição na Comissão de Economia e Inovação de Obras Públicas.

Durante a sua intervenção, o líder do Ministério da Economia reconheceu que o endividamento continua “muito alto”, mas ressalvou que se, de acordo com os últimos dados, a dívida total representa mais de 350% do PIB, em 2015 esta percentagem ultrapassava os 420%.

Este decréscimo “é muito relevante […]. Há um esforço muito grande das empresas e famílias e é crítico que consigamos aproveitá-lo para reduzir a dívida”, sublinhou.

A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, atingiu os 252.515 milhões de euros em maio, mais 180 milhões de euros face a abril, divulgou em 1 de julho o Banco Portugal.

Este valor é mais alto em termos nominais, pelo menos desde 2007, segundo os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal.

De acordo com o banco central, na nota estatística divulgada na altura, “para esta subida contribuiu essencialmente o aumento de certificados do Tesouro e de empréstimos”.

Já face a maio de 2018, a dívida pública aumentou 1.972 milhões de euros.