Os portugueses têm comprado mais a crédito, principalmente com cartão, embora o rendimento das famílias tenha aumentado em 2018. São conclusões do boletim do sobre-endividamento da Deco revelado hoje, que analisa a saúde das finanças das famílias comparando com 2008, mas também em relação a 2012.

A Deco concluiu que o valor das prestações a crédito está a aumentar. E que para um rendimento médio de mil 150 euros, as famílias deixam apenas 226 euros para a liquidação das despesas. Uma taxa de esforço de 80%. Acima da verificada há 10 anos e bem acima dos 35% recomendados.

Em 10 anos, os pedidos de ajuda mais que triplicaram na Deco e chegam quase a 30 mil. Face a 2017, são os funcionários do setor privado que contratam mais a associação para os ajudar a resolver o problema do sobre endividamento.

É preciso dizer que tem que se destinguir entre os créditos em renegociação, entre números da situação em incumprimento ou não.

Na origem da rutura financeira estão o desemprego e a deterioração das condições de trabalho.