A agência de rating Standard & Poor’s (S&P) considera que os bancos portugueses continuam a "enfrentar obstáculos" na capacidade de gerarem lucros e de melhorarem a sua eficiência.

Na informação divulgada sexta-feira em que subiu o rating soberano de Portugal de "BBB-" para "BBB", dois níveis acima do grau de investimento especulativo ("lixo"), com perspetiva estável, a S&P faz também uma breve avaliação dos bancos portugueses, em que considera que ainda “enfrentam obstáculos em termos de rentabilidade e eficiência num ambiente de fraca procura de crédito”.

Segundo a S&P, a capacidade de os bancos gerarem lucros continua sob “pressão significativa” face às taxas de juro continuarem muito baixas, o que penaliza a margem financeira, e ao peso no balanço dos bancos de crédito malparado e imóveis problemáticos.

Além disso, refere, apesar de os bancos terem reduzido a dependência do financiamento do Banco Central Europeu (BCE), estes ainda apresentam dificuldades em encontrar outras fontes de financiamento a custos baixos que substituam Frankfurt.

Por fim, a S&P refere que a recente propensão dos bancos portugueses em usarem os lucros para pagarem dividendos aos acionistas, em vez de serem usados para melhorar as provisões para crédito malparado, significa um “incentivo misto” face à necessidade de os bancos fortalecerem a sua situação financeira.

Já a beneficiar os bancos está o aumento dos preços das casas uma vez que parte importante das garantias que os clientes prestam por empréstimos são imóveis.