Nasceu a 25 de Abril de 1949, na cidade francesa de Neully-Sur-Seine, e, aos 61 anos, era apontado como favorito na corrida às presidenciais francesas. Mas, Dominique Strauss-Kahn vê agora o seu futuro político comprometido, depois ter sido detido este domingo por acusação de agressão sexual e tentativa de violação.

Com origens judaicas, o director-geral do FMI é filho de pai francês e mãe tunisina. Foi viver para Marrocos com apenas seis anos. Em 1960, a família mudou-se para o Mónaco e, depois, para Paris, onde Dominique estudou Economia, Direito, Administração de Empresas, Política e Estatística.

Com quatro filhos, Strauss-Kahn soma já dois divórcios e é actualmente casado com Anne Sinclair, uma das mais destacadas entrevistadoras da televisão francesa.

Anne Sinclair abandonou a televisão em 1997, quando Strauss-Kahn se tornou ministro das Finanças, para evitar conflitos de interesses. Hoje, trabalha como freelancer.

Quando Strauss-Kahn fez um pedido de desculpas público pelo caso extraconjugal que manteve, Anne Sinclair permaneceu a seu lado, sendo comparada por muitos a Hillary Clinton.

Diplomático, poliglota e espirituoso, Dominique ganhou reputação de bom orador público.

Aos 61 anos conta com um currículo preenchido como ministro das Finanças e do Comércio, do governo de Mitterrand, entre 1991 e 1993; e ministro da Economia e Finanças, entre 1997 e 1999, na equipa de Leonel Jospin.

Neste último cargo, Strauss-Kahn pôs as finanças públicas em ordem preparando a adesão da França ao euro.

Agora, com o crescente protagonismo na crise internacional, Strauss-Kahn era apontado como o favorito para liderar a candidatura do Partido Socialista nas eleições presidenciais francesas de 2012. Algo mais difícil de acontecer com o líder do FMI preso por tentativa de violação de uma empresa num quarto de hotel em Nova Iorque.

Uma polémica que ensombra a discussão do plano de resgate a Portugal, esta semana em Bruxelas.
Redação / RL