Se em Portugal continental e Lisboa incluída o ritmo de subida das rendas das casas desacelerou durante o segundo trimestre (abril a junho), ao mesmo tempo dá-se a constatação que os preços do arrendamento na capital estão em máximos de oito anos, pelo que indica o Índice de Rendas Residenciais da Confidencial Imobiliário.

Na cidade de Lisboa, as rendas das casas aumentaram 1,8% no segundo trimestre deste ano face ao trimestre anterior, “confirmando a desaceleração no ritmo de crescimento trimestral que se faz sentir desde final do ano passado”.

A variação trimestral do valor das rendas na capital passou de 7,4% no quarto trimestre de 2017 para 4,6% no primeiro trimestre deste ano, culminando nos 1,8% agora registados "Este abrandamento trimestral está já também a afetar o desempenho das rendas a nível homólogo, cujo crescimento também suavizou, embora mantendo-se bastante intenso”.

No segundo trimestre deste ano, a subida das rendas das casas em Lisboa “face a igual período do ano passado ficou em 17%, desacelerando face aos 20% de variação homóloga que tinham sido registados no trimestre anterior”.

Ainda assim, este é já o oitavo trimestre consecutivo em que o aumento homólogo das rendas habitacionais em Lisboa se realiza a dois dígitos, com o crescimento mais expressivo de 22% a ser atingido no segundo trimestre de 2017. (...) Tal percurso de subidas intensivas nos dois últimos anos coloca as rendas em máximos de oito anos, com os níveis agora alcançados a posicionarem-se 38% acima dos observados em 2010 (ano base do índice).”.

Ao longo deste período, o nível mais baixo das rendas foi atingido há cinco anos (no segundo trimestre de 2013), “face ao qual o atual momento apresenta já uma recuperação de 71%”.

Nos outros concelhos da Grande Lisboa, o valor das rendas das casas cresceu 14%, em termos homólogos, e 3%, em termos trimestrais, no segundo trimestre deste ano, “crescimentos idênticos aos registados no trimestre anterior”.

O contágio do desempenho das rendas na capital à restante região começou a ser visível sobretudo no último ano, com o Índice de Rendas Residenciais a exibir variações homólogas de entre 12% a 14% há cinco trimestres consecutivos.”.

No total de Portugal continental, as rendas residenciais subiram 11,2%, em termos homólogos, “desacelerando (em cerca de 1,8%) face à variação homóloga registada no trimestre anterior”.

Em termos trimestrais, a subida das rendas foi de 2,4% nos meses de abril, maio e junho deste ano, valor abaixo do registo de 3,6% no primeiro trimestre deste ano.

A performance das rendas residenciais em Portugal continental robusteceu-se em 2017, “com exceção da subida homóloga de 9,0% verificada no terceiro trimestre de 2017”, já que “no período entre o segundo trimestre do ano passado e o deste ano, o Índice de Rendas Residenciais nacional apresentou sempre variações de dois dígitos, as quais oscilaram entre 10% e 13%”.

A Confidencial Imobiliário é uma empresa independente, especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado imobiliário, detendo índices e bases de dados sobre investimento e sobre os mercados de compra e venda e de arrendamento de fogos, com detalhe à freguesia. O índice que divulgou esta quarta-feira acompanha a evolução das rendas residenciais contratadas no país desde 2010.