O novo acordo entre a TAP e a Groundforce, que foi alcançado esta quinta-feira, prevê que os trabalhadores recebam os seus salários, no máximo, até à próxima segunda-feira. 

O acordo, que desbloqueia provisoriamente o impasse na empresa, agrada à Groundforce, até porque é muito semelhante ao que a empresa propôs desde o início. A Groundforce está, naturalmente, satisfeita por ter sido possível encontrar uma solução que permita pagar os salários aos trabalhadores e pôr fim à angústia de 2400 famílias", lê-se no comunicado. 

O desbloqueio é assim possível porque a TAP vai comprar equipamentos da SPdH/Groundforce por mais de sete milhões de euros, o que permitirá desbloquear o pagamento dos salários e impostos em atraso, passando a empresa de handling a pagar à companhia aérea pelo aluguer deste material.

Estivemos reunidos com o ministro (das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos) esta manhã, que nos transmitiu que iria haver uma proposta por parte da TAP de compra de material por 7,5 milhões (de euros), que seria posteriormente alugado à Groundforce”, disse à agência Lusa João Alves, da Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa de assistência em aeroportos.

Segundo referiu, trata-se de “uma prática muito usual no mundo da aviação”.

Este acordo é feito - e com base na reunião desta manhã - numa altura em que se espera que a atividade da aviação retome no segundo e terceiro trimestre deste ano. Caso se verifique, a Groudforce ainda teria alguns meses de resultados positivos pela frente.

Resolvida a urgência, a Groundforce continuará a empenhar os seus melhores esforços, certamente com o apoio dos acionistas PASOGAL e TAP, no sentido de resolver a questão de fundo", adiantou a empresa.

 

É preciso criar as condições para que a empresa possa desenvolver tranquilamente a sua atividade, como aconteceu nos últimos oito anos, preservando os postos de trabalho e o valor criado”, lê-se ainda no comunicado.