A taxa de poupança das famílias aumentou, nos 12 meses terminados em setembro, 0,3 pontos percentuais, para 10,8% de acordo com as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional divulgadas esta quarta-feira  pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de poupança das famílias aumentou em 0,3 p.p. para 10,8% do rendimento disponível, em consequência do aumento do rendimento e da variação nula da despesa de consumo, (-3,5% no trimestre anterior)", pode ler-se no documento divulgado pelo INE.

O instituto de estatística refere ainda que o excedente das famílias (capacidade de financiamento) foi de 4,3% no mesmo período, "mais 0,3 p.p. que no trimestre anterior, em consequência do aumento do rendimento disponível (RD) em 0,5%".

Para a variação do rendimento disponível "as prestações sociais e os impostos sobre o rendimento contribuíram em 0,3 e 0,2 p.p. respetivamente", com o excedente bruto de exploração (EBE) [diferença entre o valor acrescentado bruto e os custos e impostos] e as remunerações a contribuírem "em -0,1 p.p. e 0,1 p.p. para a variação do RD, respetivamente".

O investimento, representado pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) das Famílias, registou uma taxa de variação de 1,1% no 3º trimestre de 2020 (0,5% no trimestre anterior)", assinala também o INE.

Já o rendimento disponível bruto das famílias "ajustado 'per capita' fixou-se em 16,3 mil euros no ano terminado no 3.º trimestre de 2020, o que representou um aumento de 0,4% face ao trimestre anterior, enquanto o PIB nominal per capita diminuiu 1,1% no 3º trimestre de 2020".

/ HCL