Portugal quer financiar-se no mercado até 5.250 milhões de euros durante o trimestre em curso, ou seja, entre abril, que acaba de começar, e o final de junho.

A Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) prevê efetuar leilões tanto de curto prazo, com Bilhetes do Tesouro, como de longo prazo, com Obrigações do Tesouro.

O plano de emissões foi divulgado hoje pelo IGCP que deverá emitir entre 1.000 e 1.250 milhões de euros em Obrigações de longo prazo através de leilões ou operações sindicadas, mas sem precisar a data.

Em relação às emissões de curto prazo, o montante indicativo está entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros. Serão realizados dois leilões a três e 11 meses. Para estes já há data: o dia 19 de abril.

Esta notícia surge precisamente no dia em que sabemos que a dívida pública estava, em fevereiro, no valor mais alto em cinco meses. Segundo a nota de informação estatística do Banco de Portugal, a dívida aumentou para 243.490 milhões de euros, mais 643 milhões de euros face a janeiro e mais 11.956 milhões face ao mesmo mês do ano passado.

A 15 de março último, em mais uma emissão de dívida de curto prazo, o Estado português conseguiu colocar 1.250 milhões de euros (o limite mínimo daquilo que estava previsto) a taxas ainda mais negativas do que na última operação do género.