Os trabalhadores do Novo Banco querem que a administração divulgue mais pormenores sobre a venda à Lone Star. Esperam que o Governo tenha sido “cauteloso” na elaboração do caderno de encargos e mostra-se "frontalmente contra" cortes no pessoal e fecho de balcões.

A Comissão de Trabalhadores expressou a sua posição em comunicado, onde diz ter já solicitado uma reunião ao presidente do Conselho de Administração do Novo Banco “a fim de conhecer mais pormenores sobre o negócio e qual a estratégia futura”.

Ao sublinhar a importância de se ter encontrado uma solução e que se tenha afastado de vez, “o espetro da liquidação do banco”, deixa também o aviso a propósito da "manutenção dos postos de trabalho",  citando notícias que apontam para o contrário.

As notícias apontam para mais reduções de postos de trabalho e encerramentos de balcões. Nós estamos frontalmente contra essa possibilidade".

Esta comissão de trabalhadores representa os mais de 5.700 funcionários do banco.

Os funcionários Esperam que a "imposição de encolher ainda mais o negócio do banco não seja uma estratégia de favorecimento para outros bancos a operar no mercado português".

O grupo norte-americano Lone Star vai realizar injeções de capital no Novo Banco no montante total de 1.000 milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho a operação e 250 milhões de euros até 2020, anunciou o governador do Banco de Portugal, confirmando a venda e assinatura dos documentos contratuais por parte do Fundo de Resolução.

 
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