A Groundforce garantiu esta quarta-feira aos trabalhadores que estão asseguradas as condições para o pagamento dos salários de maio, em duas tranches, a partir de sexta-feira, sendo que administradores e diretores só vão ser remunerados após os restantes funcionários.

Estão garantidas as condições que nos permitem assegurar o pagamento dos salários do mês de maio a todos os trabalhadores da Groundforce”, lê-se numa nota enviada pela empresa aos funcionários, a que a Lusa teve acesso.

Segundo o mesmo documento, o pagamento vai ser realizado em duas tranches, sendo que a primeira, que corresponde a 85% do valor do salário líquido, será recebida até sexta-feira.

Já a segunda tranche, que inclui os restantes 15%, será paga até 10 de junho.

Os administradores e diretores acordaram receber apenas após todos os restantes trabalhadores terem recebido o seu salário na íntegra”, acrescentou.

Na segunda-feira, a Pasogal, principal acionista da Groundforce, garantiu que o pagamento dos salários de maio na empresa de 'handling' seria realizado nos "próximos dias", após ter avisado que o pedido de insolvência feito pela TAP poderia atrasar os pagamentos.

A Groundforce considerou no dia 18 de maio que o pedido de insolvência apresentado pela TAP deixa a empresa em "total estrangulamento" e pode conduzir à sua rutura operacional, deitando por terra os esforços que têm sido feitos para a salvar.

A TAP requereu, em 10 de maio, na "qualidade de credora", a insolvência da Groundforce "junto dos Juízos de Comércio de Lisboa do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa", justificando que o objetivo da ação passa por, "se tal for viável", salvaguardar "a viabilidade e a sustentabilidade da mesma, assegurando a sua atividade operacional nos aeroportos portugueses".

A empresa de ‘handling’ considerou que um processo de insolvência não só "não deixa tudo na mesma", como deixa a Groundforce numa situação de "total estrangulamento", tendo, por isso, escrito ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, no sentido de o sensibilizar "para o facto de esta decisão contribuir em muito para o agravamento da situação da empresa".

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

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