Há aumentos salariais na EDP em 2020 e no caso dos jovens licenciados que ingressem na empresa os números até chegam a ser animadores, tendo em conta que o salário mínimo em Portugal está nos 635 euros.

O acordo que a Lusa citou no sábado e que foi divulgado pelas centrais sindicais dia 29 de maio, prevê que quem entra na energética não possa ganhar menos de 1.000 euros ou menos de 1.500 no casos de quadro superiores jovens. Já o aumento médio de salários garantido na negociação foi de 80 euros mensais para os salários mais baixos.

Só a pressão realizada pelos trabalhadores e os sindicatos da Fiequimetal permitiu inverter a tendência de desvalorização dos salários nas bases remuneratórias mais baixas”, lê-se no mesmo comunicado da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Energia e Minas.

"Satisfazendo uma reivindicação dos sindicatos e da federação, desde as admissões de 2014, o salário de entrada sobe agora para 1.000 euros (BR 2), com as BR 3, 4, 5, 6 e 7 a subirem também acima do aumento mínimo", lembre ainda no site da CGTP, acrescentando que "isto atenua o fosso salarial que a administração impôs ao longo de anos."

"O futuro tem agora um outro caminho para os trabalhadores mais jovens, incluindo os quadros superiores (Letra A2 passa a 1.500 euros e a LetraA1 passa a 1.560 euros), sem comprometer a evolução salarial dos restantes trabalhadores."

Nas bases remuneratórias mais altas (dos níveis 8 a 22), o aumento será de 1%, arredondado ao euro superior, tal como para as restantes rubricas de expressão pecuniária, estas arredondadas ao cêntimo.

Em 6 de maio a EDP apresentou aos sindicatos uma proposta de aumento salarial de 0,6%, que foi considerada insuficiente pelos representantes dos trabalhadores.

Após este acordo salarial, a Fiequemetal quer avançar já com a negociação de outras matérias, algo que começará a ser abordado numa reunião a realizar em 17 de junho.

A EDP, adianta ainda a Fiequimetal, apresentará nesse dia uma listagem dos 140 trabalhadores que estão estagnados há muito tempo e que esta federação exige que sejam reclassificados em funções de nível superior.

A EDP tem cerca de 6.000 trabalhadores.

 
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