A Uber e a Cabify vão deixar de operar em Barcelona a partir desta sexta-feira. As empresas respondem assim à aprovação, por parte do Governo da Catalunha, de um decreto que lhes impõe várias restrições à atividade, noticia o El Pais. Uma luta planetária, que os taxistas parecem ir ganhando aos poucos.

As novas regras estabelecem que, para pedir um serviço de transporte através de uma plataforma eletrónica como a Uber ou a Cabify, os passageiros terão de ligar com pelo menos 15 minutos de antecedência (o que deixa as viagens urgentes entregues ao setor do táxi).

Acresce que, ao contrário dos táxis, também não poderão circular entre serviços e deixará de existir a possibilidade de o passageiro visualizar, na aplicação, através de um mapa, a localização do veículo e a quantos minutos de distância se encontra.

A Uber não possui carros ou licenças e a sua atividade consiste em disponibilizar a sua plataforma tecnológica a terceiros. Em comunicado aos utilizadores, a Uber, citada pelo jornal espanhol diz: "Até breve, Barcelona" e acusa o governo pelo encerramento do seu serviço, UberX. Por seu turno, Cabify irá comunicar aos seus utilizadores que considera ter sido expulsa da Catalunha.

Há quase um ano voltamos a Barcelona com um compromisso: fazer as coisas bem. Desde então, mais de meio milhão de pessoas escolheram o nosso serviço para se deslocarem na cidade, e milhares de motoristas descobriram a Uber como uma forma de ganhar a vida" acrescenta a empresa.

Em Portugal, os operadores de plataformas eletrónicas Chauffeur Privé, Taxify e Cabify já receberem as licenças para a atividade de transporte, encontrando-se o pedido da Uber em análise, no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Segundo fonte do IMT, citada pela Lusa no início de janeiro, o pedido da Uber, a primeira plataforma a operar em Portugal e a fazer o pedido a 1 de novembro ao regulador, aquando da entrada em vigor da lei que rege a atividade, “encontra-se em análise, a aguardar o envio de elementos instrutórios”.

Aquela que ficou conhecida como a 'lei Uber', estabelecendo um regime jurídico aplicável à atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica (TVDE), começou a vigorar a 1 de novembro de 2018.