Facilidade, opções e menos dinheiro a sair do bolso dos consumidores. São estas as propostas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para os utentes de transportes públicos que compraram os passes que dia 26 de abril começaram a ser vendidos e amanhã utlizados por um mês. O vereador da Mobilidade e Segurança da CML, Miguel Gaspar, esteve na Economia 24 a explicar as novidades.

Quantos passes passam a haver?

Grosso modo, salvo as exceções, passa a haver um passe de 40 euros, que permite ir de qualquer lado para qualquer lado dentro da Área Metropolitana de Lisboa. De qualquer concelho para qualquer concelho e em qualquer transporte – Navegante Metropolitano. E depois, dentro de cada município, vai existir o passe de 30 euros que é válido até ao limite geográfico de cada município – Navegante Municipal.

Há exceções em termos de preço?

Sim. Há uns passes especiais e exceções. Qualquer criança com menos de 12 anos deixa de pagar. Pessoas com mais de 65 anos têm um desconto de 50% no passe de 40 euros – custa 20 euros. Além disso, mantêm-se em vigor os descontos que o Estado dá aos passes intermodais. Ou seja, quem tem os passes 4-18 ou sub23 – qualquer jovem entre os 13 e os 23 anos – continua a ter um desconto (25%, no mínimo, sobre os preços novos ou nas famílias mais carenciadas 60% de desconto). No caso do Social+, também os 25% e 50% de desconto, como já existem hoje.

Os menores de 12 anos têm na mesma de tirar o passe?

Sim. Apesar de o passe ser gratuito, terão de pagar 12 euros pelo cartão, uma única vez. Os titulares deste passe - Navegante 12 -, que será válido até aos 12 anos (inclusive), não precisam de fazer carregamentos mensais. A título de exemplo, recorde-se que só se consegue entrar no metro passando o título de transporte pelas cancelas/torniquetes.

E para quem paga passes mais baratos, por exemplo, o passe do barco entre Cacilhas e Lisboa?

Esses não mudarão de preço.

Qual o tipo de cartão que pode ser usado?

Quem já tem um cartão de plástico pode carregá-lo com um dos novos passes. Quem tinha, por exemplo, dois passes passa a ter só um. Só os cartões em papel é que não servem.

Onde pode comprar?

Em qualquer local onde já comprava. Nos operadores, nas máquinas de carregamento do metro, nas redes “Pagaqui” e na rede Multibanco.

Qual a validade?

De um mês, para o mês para que for comprado. Estão disponíveis para comprar a partir do dia 26, para a partir do dia 1 do mês a que se destinam.

Se o número de utentes aumentar a rede de transportes, nas suas várias modalidades, está preparada?

Estamos atentos e a monitorizar. Tudo o que possam ser pequenos ajustes à rede para atingir esses picos faremos, nomeadamente no serviço de autocarros onde isso, apesar de tudo, é mais fácil de fazer. Mas o sistema não está sempre carregado às mesmas horas. A Fertagus faz uma coisa muito bem que é mostrar a ocupação dos comboios. Por exemplo, o comboio das 7:23 está muito ocupado, mas os das 7:43 não está. O IC19, neste momento, está cheio e as pessoas perdem muito tempo dentro do carro. O que é importante perceber é que as pessoas vão ter novas opções porque estes passes estão a acabar com os passes combinados. Ao poder andar em todos os operadores, há novos caminhos e é possível escolher novas combinações para poupar tempo.

Para quando o passe familiar?

Só temos que ultrapassar a limitação tecnológica. A nossa expetativa é que esteja disponível em julho, com um preço que será duas vezes a de um passe normal, para qualquer ascendente ou descende que more no mesmo agregado familiar.