O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações recusa que haja «ultimatos» das transportadoras na exigência de descontos nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) e criação do gasóleo profissional, sublinhando o clima de «diálogo» existente.

«Eu não quero ver as coisas em termos de ultimatos, não há ultimatos. O que neste momento existe e tem existido é um clima de diálogo», disse aos jornalistas António Mendonça, citado pela Lusa, à margem da inauguração das obras do molhe norte do porto da Figueira da Foz.

Questionado sobre se receia que venha a existir uma paralisação nacional das empresas de transportes no dia 28, o governante respondeu que «privilegia o diálogo».

«Portanto, nós vamos continuar a dialogar porque existe uma coisa em comum com os transportadores e o Governo que é encontrarmos as melhores soluções para darmos resposta às necessidades do País», sublinhou António Mendonça.



«É nesse clima que vamos trabalhar com os transportadores».

Cerca de 250 transportadores aprovaram sábado, na Batalha, a apresentação de um caderno de reivindicações ao Governo, ameaçando com uma paralisação nacional dia 28 se não obtiverem uma resposta «positiva» até ao próximo sábado.



Numa reunião, convocada pelas Associações Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) e de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA), foram discutidas as reivindicações das transportadoras, que incluem descontos nas antigas SCUT e a criação de gasóleo profissional.