Os trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) suspenderam a greve de 48 horas, depois de uma reunião de cerca de duas horas.

Em declarações à TVI24, Fernando Fidalgo, representante de um dos sindicatos, revelou que os trabalhadores decidiram suspender a greve "tendo em linha de conta a nova proposta apresentada pela nova administração".

A nova proposta prevê uma renumeração de "685 euros para julho e agosto" e de 700 euros "a partir de setembro e até dezembro".

"Com base na garantia da continuação do processo de negociação relativamente às restantes rubricas, os trabalhadores consideraram estar criadas as condições para então manter o processo em aberto e suspender a greve", acrescentou Fernando Fidalgo.

Antes da greve ser suspensa, a adesão ao protesto rondava os 95%, de acordo com João Saúde, da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, o que causou a supressão de carreiras em toda a península de Setúbal, incluindo as ligações a Lisboa.

Os autocarros não fazem a ligação a Lisboa e também entre as localidades de todo o distrito de Setúbal, onde opera a TST. Andam aí meia dúzia de motoristas a trabalhar, que são os que são contratados a prazo e que entraram recentemente”, referiu.

Em maio a administração propôs um aumento para 685 euros e a implementação de um sistema de folgas rotativas, mas os trabalhadores consideraram as medidas insuficiente.

Nessa ocasião, cerca de 250 motoristas da TST concentraram-se em protesto em Almada, no distrito de Setúbal, contra os “ordenados mais baixos” do setor rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa.

A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos: Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

/ AM/ALM com Lusa - Notícia atualizada às 12:42