O ministro do Ambiente e da Ação Climática afirmou não ser exequível uma solução temporária para retomar o serviço fluvial entre o Seixal e Lisboa, que está suspenso para obras no atual terminal.

A ligação fluvial entre o Seixal (distrito de Setúbal) e Lisboa está interrompida desde o dia 26 de outubro, estando a empresa Transtejo/Soflusa a assegurar o transporte rodoviário até ao terminal de Almada.

“É o único cais que não tem estacas, razão pela qual aquele pontão que lá está não pode ser substituído. Lamentamos, profundamente, que durante 45 dias não consigamos ali prestar serviço fluvial”, sublinhou João Matos Fernandes.

O ministro, que falava numa audição parlamentar para apreciação da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2021, na Assembleia da República, em Lisboa, respondia desta forma a uma pergunta do deputado do PCP Bruno Dias sobre a possibilidade de ser criada uma solução provisória enquanto decorrem as obras no terminal.

Esta questão surge dias depois de o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos (CDU), ter defendido a colocação de um pontão flutuante e passadiço de embarque no antigo terminal fluvial.

“Não havia outra forma de o puder fazer e não me venham dizer que consultaram especialistas. Eu gostava que um especialista me viesse dizer que sem dragar centenas de metros cúbicos de lodos e areias, da proximidade daquele espaço, essa obra poderia ser feita”, respondeu.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

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