[ACTUALIZADA ÀS 20H32]

A CGTP enviou esta segunda-feira ao ministro da Economia e do Emprego um documento com propostas alternativas ao programa do Governo relativas a sete áreas, entre as quais, privatizações, emprego e salários.

«Hoje analisámos o programa do Governo, verificámos que muitas das suas medidas vão mais além do que estava estabelecido no acordo com a troika e elaborámos um documento crítico e com propostas alternativas em que privilegiamos sete áreas», disse o secretário-geral da Intersindical, Manuel Carvalho da Silva, em conferência de imprensa, escreve a Lusa.

A economia e os transportes, as privatizações, o emprego, os salários, a legislação laboral, a contratação colectiva e a concertação social são os temas em destaque no documento enviado a Álvaro Santos Pereira.

Na área da economia, são propostas, entre outras, medidas para assegurar o crédito a projectos para a produção de bens transaccionáveis competitivos, a dinamização do sector da construção e reparação naval, a promoção de contratos de parceria entre produtores nacionais e empresas distribuidoras e o combate à fraude e evasão fiscal.

Para o sector dos transportes é defendida uma política que privilegie a ferrovia e o transporte colectivo, bem como o abandono da intenção de privatizar a TAP, a ANA e partes da CP.

A Intersindical propõe ainda que sejam condicionados os apoios às empresas e projectos criadores de emprego, a articulação da formação profissional com as necessidades do mercado de trabalho e do desenvolvimento do País, a reposição das condições de acesso ao subsídio de desemprego e o prolongamento do subsídio social de desemprego aos desempregados que deixaram de ter protecção.

A fixação do salário mínimo nacional nos 500 euros e o aumento dos salários como forma de aumentar o poder de compra são outras das propostas enviadas ao ministro da Economia.
Redação / CPS