O Eurogrupo aprovou esta quinta-feira, no Luxemburgo, o desembolso de mais uma tranche da ajuda a Portugal, no valor de 2,1 mil milhões de euros.

O diretor-executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, confirmou que o desembolso dos 2,1 mil milhões de euros terá lugar «em breve».

Numa conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, explicaram que, depois do acordo político de princípio, alcançado no anterior Eurogrupo, em maio, em torno das medidas alternativas apresentadas pelo Governo português, a sétima revisão já foi entretanto tecnicamente «fechada» ao nível do grupo de trabalho da Zona Euro.

«Sim, posso confirmar que vamos desembolsar 2,1 mil milhões de euros em breve», acrescentou Regling, referindo-se à próxima fatia do empréstimo concedido ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira.

A decisão dos ministros das Finanças da Zona Euro era já esperada, depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter concluído na semana passada a sétima avaliação do programa de ajustamento português.

Esta foi a avaliação mais longa, e atrasou-se depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado algumas das medidas do Orçamento do Estado, obrigando o Governo a encontrar medidas alternativas e a inscrevê-las num Orçamento Retificativo.

Falta ainda a luz verde do Ecofin, que reúne os ministros das Finanças dos 27 Estados membros da União Europeia, uma vez que a ajuda externa inclui verbas não só do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que é temporário, mas também do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), de caráter permanente.

Mas a aprovação do Ecofin deverá ser também dada na reunião de amanhã.
Redação / PGM