O Fundo Monetário Internacional (FMI) garante que, se a Grécia cumprir o acordado, não haverá qualquer problema de financiamento, já que o programa de assistência só termina no final de julho do ano que vem.

Esclarecimentos que surgem depois das notícias que davam conta de que o Fundo ameaçara suspender a ajuda à Grécia, enquanto o país não cumprisse os compromissos assumidos.

Em resposta às questões colocadas pela comunicação social, o diretor do departamento de comunicação do FMI, Gerry Rice, emitiu um esclarecimento, afirmando que «está em curso uma revisão do programa grego» e que «a missão concluída ontem fez progressos importantes».

O responsável admite que fizeram «uma pausa nas negociações, que deverão ser retomadas no final deste mês». Mas o porta-vos do FMI reconhece que «a prioridade continua a ser que as autoridades gregas cumpram os termos do programa rapidamente. Se a revisão for concluída até ao final de julho, como se espera, não surgirão quaisquer problemas de financiamento porque o programa é financiado até ao fim de julho de 2014».

O «Financial Times» noticiou ontem que o Fundo não continuaria a apoiar a Grécia caso os parceiros europeus da troika não cubram um desvio de até 4 mil milhões de euros no programa de resgate, que foi detetado depois de os bancos centrais da Zona Euro terem rejeitado desfazer-se de títulos de dívida soberana grega.

Os gregos não estão a cumprir o processo de privatizações, uma condição imposta pelos credores internacionais no ano passado para que a Grécia recebesse um segundo resgate.

A Grécia tem estado sob pressão dos seus credores para cumprir as condições de um resgate no valor de 240 mil milhões de euros. Uma das exigências é o corte de 4.000 funcionários públicos até ao fim do ano.

O presidente do Eurogrupo reagiu à noticiada advertência do FMI, ainda durante a noite de ontem, após a reunião dos ministros das Finanças do euro no Luxemburgo. Jeroen Dijsselbloem instou o FMI a esperar as conclusões da terceira revisão do programa grego.

O presidente do Eurogrupo indicou que esta análise «está já em marcha» e que a troika prevê ainda voltar a Atenas a 03 de julho para terminá-la.

«Espero que possamos completar a revisão a tempo da decisão da Comissão Europeia, em julho» sobre o pagamento da próxima tranche da ajuda financeira, acrescentou.
Redação