Os residentes em Portugal realizaram 3,7 milhões de viagens no primeiro trimestre, o que correspondeu a uma queda de 20%, após uma subida de 9,3% no último trimestre de 2019, segundo dados esta segunda-feira divulgados pelo INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o impacto da pandemia Covid-19 e a declaração do estado de emergência no mês de março contribuíram para o decréscimo de 70% nesse mês, que justificou a diminuição observada no trimestre, dado que em janeiro e fevereiro as deslocações tinham aumentado 8,4% e 5,2%, respetivamente.

Apesar desse decréscimo, verificou-se um aumento muito significativo do número de noites passadas fora do ambiente habitual pelos turistas em março: 9,2 noites, face a 3,96 em fevereiro e 3,86 em janeiro”, refere.

No primeiro trimestre, 88,1% das viagens decorreram em território nacional, diminuindo 19,6%.

As viagens turísticas com destino ao estrangeiro (11,9% do total) totalizaram 444,2 mil (menos 22,9% no total do trimestre), tendo diminuído 81,9% no mês de março (18,3% em fevereiro e 5,3% em janeiro).

O “lazer, recreio ou férias” foi a principal motivação para viajar no primeiro trimestre de 2020 (1,5 milhões de viagens, menos 14,6%), reforçando a sua representatividade (40,8% do total, face a 38,2% no trimestre homólogo).

O motivo “visita a familiares ou amigos” correspondeu a 1,5 milhões de viagens (39,3% do total, menos cinco pontos percentuais), diminuindo 29,1%.

Os “hotéis e similares” concentraram 21,2% das dormidas resultantes das viagens turísticas no primeiro trimestre de 2020, perdendo peso no total (menos 3,7 pontos percentuais).

O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (73,9% das dormidas), sendo o único tipo de alojamento a reforçar a sua representatividade.

O INE refere que informação do primeiro trimestre de 2020, “reflete os efeitos da pandemia covid-19, quer no comportamento da atividade económica, nomeadamente na procura turística, quer na obtenção de informação primária".

A proporção de viagens com marcação prévia de serviços foi 34% no primeiro trimestre de 2020 (mais 2,8 pontos percentuais), proporção que atingiu 91,4% (-2,5 pontos percentuais) no caso de deslocações com destino ao estrangeiro.

Nas viagens em território nacional, a marcação antecipada de serviços ocorreu em 26,2% dos casos (mais 3,9 pontos percentuais).

A internet foi utilizada no processo de organização de 25,6% das deslocações (mais 5,5 pontos), recurso este que ascendeu a 76,2% das viagens (11 pontos percentuais) com destino ao estrangeiro.

No primeiro trimestre de 2020, registou-se uma média de 4,68 dormidas nas viagens de cada turista residente, evidenciando um acréscimo de 19,7% (3,91 no primeiro trimestre de 2019).

 
/ HCL - atualizada às 13:04