O preço do tabaco vai aumentar bastante nos Açores. O Presidente do Governo regional argumenta que é tempo de dar primazia à saúde pública.

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“Os Açores têm a mais elevada taxa de incidência e taxa de mortalidade de cancro do pulmão a nível nacional. No caso da taxa de mortalidade, ela é, praticamente, o dobro da nacional”, lembrou Vasco Cordeiro, citado pela Lusa, ao discursar no debate sobre a proposta de Programa do Governo dos Açores para os próximos quatro anos, que hoje começou no parlamento regional, na Horta, ilha do Faial.

Para além de que os Açores têm “o mais favorável regime fiscal sobre o consumo de tabaco a nível nacional”, mas também a “mais elevada taxa de consumo de tabaco" do país.

Mesmo considerando "todas as outras componentes que relevaram para a definição de um regime fiscal mais favorável ao consumo de tabaco”, como a importância económica e no emprego, o Governo Regional entende que “é chegado o tempo de dar primazia à resolução do grave problema de saúde pública”.

O entendimento do XII Governo dos Açores é que essa situação deve ser alterada e deve ser significativamente alterada, e que vamos desencadear, o mais rapidamente possível, os procedimentos necessários para um aumento significativo da carga fiscal sobre o preço do tabaco nos Açores”.

Vasco Cordeiro sublinhou que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, "de entre os vários instrumentos para a prevenção do consumo de tabaco, o mais poderoso e eficaz é o aumento do preço do tabaco por via do aumento da sua taxação”. No entanto, não avançou quaisquer valores.

No discurso, o líder regional mostrou ainda disponibilidade e interesse “numa cultura de diálogo e de concertação, desde logo, com os partidos políticos representados neste parlamento, mas também, para além deste parlamento, com os parceiros sociais e com as demais entidades representativas da sociedade açoriana”. Garante um diálogo não por "intenção circunstancial", mas por "compromisso".