Depois do acordo alcançado, a futura dona do Novo Banco, a Lone Star, espera que se concretizem “nos próximos meses” as condições para a aquisição da instituição. Expressa, desde já, que pretende que este se mantenha "forte" no mercado português.

Satisfeita pelo “acordo alcançado”, o presidente da Lone Star, Olivier Brahin, diz em comunicado que aguarda "com expectativa trabalhar com as autoridades portuguesas, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia de modo a assegurar que todas as condições são alcançadas nos próximos meses”.

Este acordo é um passo significativo no sentido de dotar o Novo Banco do capital, recursos e experiência necessários para assegurar que o banco permanece um forte pilar do setor bancário português, focado no mercado doméstico”.

A Lone Star diz “acreditar no futuro da economia portuguesa” e reconhece a “força e a relevância única do Novo Banco no apoio às pequenas e médias empresas, um motor fundamental para o crescimento de Portugal”.

Recorda também que a posição de controlo no capital do Novo Banco (75% e o Fundo de Resolução fica com 25%)  “está sujeito a condições, incluindo várias autorizações regulatórias”.

Comissão Europeia congratulou-se ainda ontem com a venda do Novo Banco à Lone Star e disse aguardar a apresentação do plano final de reestruturação do banco para que o negócio seja formalmente aprovado segundo as regras europeias.

O primeiro-ministro, António Costa, tentou ontem convencer os portugueses de que, com a solução encontrada, "não há novos encargos para contribuintes"

O Lone Star Funds foi fundado em 1995 e investe nos setores financeiro e no imobiliário. Em Portugal, tem um investimento em Vilamoura.

Reações políticas

PSD e CDS: Governo "falhou em toda a linha" na venda do Novo Banco

Bloco critica “venda a preço zero”

PCP: Estado limpa balanço de um banco e entrega-o a grupo económico

PS: "Parece-nos claramente a solução menos má de todas"