O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse esta quinta-feira não haver “nenhum deslize, nem nenhuma derrapagem” na verba a ser investida na TAP que permitirá “salvar uma das empresas mais importantes do país”.

Eu acho que há uma grande confusão sobre a verba investida na TAP. Nós temos um plano de reestruturação a ser discutido e negociado em Bruxelas e à espera da sua aprovação e que tem um valor”, disse à margem da inauguração do guindaste Titan do Porto de Leixões, em Matosinhos, no distrito do Porto.

Esse valor, que ainda não está fechado com a Comissão Europeia, é para ser implementado até 2024, vincou, acrescentando que esse tem uma distribuição plurianual.

Não há nenhum deslize, não há nenhuma derrapagem”, garantiu o governante.

Pedro Nuno Santos entendeu que o trabalho que está a ser feito permitirá salvar “uma das empresas mais importantes do país e uma empresa estratégica para o desenvolvimento nacional responsável por três mil milhões de euros de exportações”.

O presidente do PSD acusou hoje o Governo de “dupla falta de respeito” pelos impostos dos portugueses já investidos na TAP, e questionou qual o plano B se a Comissão Europeia não autorizar o que classificou de “orgia financeira”.

Na resposta, o primeiro-ministro referiu que “a pior forma de negociar com alguém é começar por admitir o insucesso da sua proposta e que tem planos B, C ou D”, dizendo esperar que a Comissão Europeia possa “viabilizar totalmente” o atual plano de reestruturação da TAP até final do ano.

O Governo prevê injetar 990 milhões de euros na TAP em 2022, verba já prevista no próximo Orçamento de Estado, revelou o ministro das Finanças, João Leão, em entrevista à revista Sábado no final de setembro.

No Programa de Estabilidade já prevíamos cerca de mil milhões de euros para o ano, 990 milhões de euros [face a 970 milhões de euros este ano]”, disse João Leão, adiantando que vão servir “para capitalizar a TAP e para garantir que ela tenha os rácios adequados financeiros que permita depois ser uma empresa credível, que possa funcionar saudavelmente”.

Perfazendo no total cerca de 2.000 milhões euros em ajudas à TAP, o ministro das Finanças lembrou que a parte para a injeção na companhia área “termina no próximo ano”.

Agência Lusa / CE