A Ryanair disse esta quarta-feira que, no primeiro dia da greve dos tripulantes, apareceram “mais funcionários” do que o necessário “para o trabalho desta manhã” nos quatro aeroportos nacionais em que opera.

Em comunicado, a companhia aérea fez o balanço das primeiras horas da manhã da paralisação, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) a partir desta quarta-feira e que termina no domingo.

“A primeira onda de voos” que partiram de Portugal foi “dentro do cronograma” esta manhã, sendo que a Ryanair acredita “que não haverá quaisquer transtornos significativos” nos voos de/para Portugal esta quarta-feira, lê-se na mesma nota.

Gostaríamos de agradecer a toda a nossa tripulação de voo de Portugal que optou por trabalhar e garantir assim a viagem dos nossos clientes e das suas famílias”, destacou ainda a companhia aérea.

A transportadora aérea fez também um apelo ao SNPVAC “para que cancele estas greves desnecessárias e regresse às negociações, uma vez que estas greves não são apoiadas pela vasta maioria dos tripulantes de voo da Ryanair de Portugal”.

Numa pesquisa efetuada pela Lusa durante esta tarde no ‘site’ dos quatro aeroportos em que a Ryanair opera (Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada) não havia registo de cancelamentos ou grandes atrasos.

O sindicato ainda não fez o balanço do primeiro dia da paralisação.

Numa nota à comunicação social, o SNPVAC adiantou que iria ter uma reunião com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, esta tarde, às 16:00, "para discutir a situação laboral da companhia aérea 'low cost' Ryanair".

Num comunicado do dia 1 de agosto, o SNPVAC adiantou que o pré-aviso de greve abrange todos os voos da Ryanair cujas horas de apresentação ocorram entre as 00:00 e as 23:59 dos dias previstos para a paralisação (tendo por referência as horas locais) e os serviços de assistência ou qualquer outra tarefa no solo.

Entretanto, tendo em conta que não houve acordo entre a Ryanair e o sindicato, o Governo decretou serviços mínimos a cumprir durante a paralisação, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

Assim, os serviços mínimos incluem um voo diário de ida e volta entre Lisboa e Paris; entre Lisboa e Berlim; entre Porto e Colónia; entre Lisboa e Londres; entre Lisboa e Ponta Delgada, bem como uma ligação de ida e volta entre Lisboa e a Ilha Terceira (Lajes), hoje, na sexta-feira e no domingo.

O SNPVAC criticou esta decisão e “repudiou veementemente” os serviços mínimos e a fundamentação do Governo para os impor.

Na base deste pré-aviso de greve está, segundo referiu o SNPVAC no comunicado de 01 de agosto, o facto de a Ryanair continuar a “incumprir com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce”.