O consumo real das famílias ‘per capita’ teve, no segundo trimestre, o maior recuo desde o início da série na zona euro (-10,7%) e na União Europeia (UE -12,3%), em consequência da pandemia de covid-19, segundo o Eurostat.

De acordo com dados hoje publicados pelo gabinete estatístico europeu, entre abril e junho, o consumo das famílias caiu 10,7% na zona euro e 12,3% na UE, registando em ambas o maior recuo desde o início da série temporal, em 1999.

Na zona euro, a quebra do segundo semestre compara-se com a de 3,3% nos primeiros três meses do ano e com a subida de 0,3% no consumo das famílias por habitante no período homólogo.

Na UE, o recuo também se acentua face ao de 3,2% do trimestre anterior e inverte a subida de 0,4% registada entre abril e junho de 2019.

Por outro lado, o rendimento das famílias ‘per capita’ na zona euro diminuiu 3,2% em termos reais no segundo trimestre de 2020, após um aumento de 0,5% no primeiro trimestre e de 0,7% no homólogo.

Na UE, o rendimento das famílias por habitante recuou 4,8% entre abril e junho, após um aumento de 0,5% no primeiro trimestre e de 0,6% no período homólogo.

O rendimento real ‘per capita’ das famílias é definido como o rendimento nominal disponível bruto ajustado das famílias dividido pela população total e pelo deflator (índice de preços) da despesa de consumo final das famílias.

O consumo real das famílias ‘per capita’ (ou por habitante) é definido como o consumo final efetivo das famílias, em termos nominais, dividido pela população total, bem como pelo deflator da despesa de consumo final das famílias.

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