Carlos Horta e Costa, antigo presidente do conselho de administração dos CTT, e Carlos Encarnação, presidente da Câmara de Coimbra, fazem parte da lista de 52 arguidos apontados pela Polícia Judiciária no processo de alegadas fraudes na gestão dos Correios.

De acordo com a TVI, a Polícia Judiciária já enviou para o Ministério Público (MP), com uma proposta de acusação, uma investigação sobre alegadas fraudes na gestão dos CTT.

O «Jornal de Notícias» diz na sua edição desta quarta-feira que a polícia judiciária suspeita que os ex-administradores dos CTT Horta e Costa e Manuel Baptista, tal como o PSD, terão beneficiado de um milhão de euros em notas que resultaram de luvas por negócios prejudiciais.

Horta e Costa já adiantou à Lusa que, até ao momento, não foi notificado da decisão e diz desconhecer o teor da acusação.

«No mínimo é estranho que eu saiba das coisas sempre pela comunicação social. Acho que estas fugas de informação significam que alguém tem muito interesse em que este processo, volta e meia e não sei a que propósito, venha ao de cima», revelou o responsável.

«O meu advogado, com quem falei hoje, também não sabia de nada», frisou ainda.

Segundo adiantou uma fonte da Unidade Nacional de Combate à Corrupção à PJ, os factos remontam ao período entre 2002 e 2005, altura em que a empresa era presidida por Horta e Costa.

Em causa estão suspeitas de corrupção e outras práticas ilícitas, como administração danosa, tráfico de influência, fraude fiscal, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.