As economias estão em crise e, por essa razão, «quem tem mais, tem de dar mais». A frase é de Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing e um dos portugueses que participa na reunião da Clinton Global Initiative (CGI), em Nova Iorque.

Nuno Vasconcellos, que, pela primeira vez, participou neste fórum que junta políticos, filantropos e organizações não governamentais no combate a desafios mundiais como a pobreza ou a doença, afirmou que o importante não «é, muitas vezes, dar dinheiro, é abrir uma porta, é alavancar uma situação que já exista e é isto que estas pessoas estão aqui a fazer», cita a Lusa.

Na plateia desta sexta reunião anual também estão presentes outras vozes em português, como António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, e o primeiro ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.

Até agora, só uma empresa portuguesa participa na CGI: a EDP, através do seu presidente, António Mexia, e com um projecto de auxílio às populações do campo de refugiados de Kakuma, no Quénia.

Para Nuno Vasconcellos, «a Ongoing sai desta reunião com muitas ideias, algumas que já estão em prática, mas que precisam de ser apoiadas, mas também com algumas a desenvolver».

Segundo o responsável, a Ongoing e a família Rocha dos Santos têm actividade filantrópica mas não «têm publicitado porque não faz parte do seu DNA publicitarem o que fazem pelos outros». A questão, agora, «é aumentar a dimensão de algumas dessas iniciativas, fazendo com que tenham um maior impacto nas pessoas e populações» necessitadas, sustenta.

Para o presidente da Ongoing, se a prioridade de investimento e actuação do grupo é «o mundo da língua portuguesa», é prioritário também «ajudar os povos da língua portuguesa» em iniciativas para as quais gostaria de contar com as sinergias que surgem nestas reuniões. «Mas se me pedirem ajuda para alguma coisa no Sri Lanka, eu também terei de avançar», acrescentou.