A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu esta terça-feira, por 95,2 milhões de euros, a participação de 1% que tinha na Galp, englobada na alienação de parte da posição da italiana ENI na petrolífera, deixando de ser sua acionista.

A Eni pretendia vender no mercado um total de 5% do capital da Galp, mais a fatia de 1% que estava nas mãos do banco público português, mas acabou por alienar apenas 4% da sua posição na petrolífera, de acordo com o comunicado hoje divulgado pela empresa italiana, escreve a Lusa.

Em resultado desta venda, a Eni encaixou 381 milhões de euros e a CGD recebeu 95,2 milhões de euros, tendo sido alienadas um total de 41,5 milhões de ações, abaixo do objetivo que estava fixado nas 49,8 milhões de ações.

Após esta operação, a Eni diluiu a sua posição na Galp para 24,34%, ao passo que o banco estatal português disse adeus à estrutura acionista da petrolífera.

Refira-se que esta venda conjunta das posições da Eni e da CGD na Galp estava prevista no acordo estabelecido em março, que ditava que a CGD pudesse exigir a venda da sua participação na Galp quando a ENI avançasse com a operação.

O acordo entre a Amorim Energia, a ENI e a CGD, celebrado em março, prevê que a ENI venda em bolsa 18% do capital da Galp.

Segundo o mesmo acordo, o empresário Américo Amorim tem a opção de compra ou de indicar um comprador para 10,34% do capital da Galp Energia detidos pela ENI, depois de em julho já ter adquirido 5%.

Depois de conhecidos os resultados da venda de hoje, a petrolífera italiana terá ainda 14% da Galp para dispersar no mercado.

Paralelamente, também hoje, a ENI lançou uma oferta de obrigações convertíveis em ações da Galp, com maturidade de três anos e cupão de 0,25% ao ano, esperando arrecadar 1,1 mil milhões de euros com a emissão.

Porém, de acordo com a informação oficial da petrolífera italiana, esta oferta amealhou apenas 1.028 milhões de euros, abaixo da fasquia inicialmente fixada.

A petrolífera italiana vai encaixar um prémio de 35% acima do preço de colocação das obrigações, na altura da sua conversão em ações.

Refira-se que esta emissão corresponde a sensivelmente 66,3 milhões de ações da Galp, ou cerca de 8% do capital da petrolífera portuguesa.

Antes do acordo de março, os italianos da ENI detinham uma participação de 33,34% na petrolífera nacional, sendo que no final das várias operações será consumada a saída definitiva da italiana do capital da Galp.
Redação