Segundo o El Mundo, que cita parte de uma investigação da Operação Oikos, na qual vários jogadores da primeira e segunda ligas espanholas são suspeitos de terem criado uma organização para manipular resultadores e obter benefícios em apostas, pelo menos sete jogadores do Valladolid poderão ter sido «comprados» no jogo frente ao Valência, a contar para a 38.ª e última jornada da Liga espanhola.

De acordo com o jornal espanhol, que é citado pela agência de notícias Efe, Carlos Aranda, ex-jogador e um dos implicados na Operação Oikos, terá sido apanhado em conversas gravadas pela polícia a dar instruções para manipular o jogo.

«Vê, irmão, que o Valência vença a primeira e a segunda parte, certo? Há sete jogadores comprados», terá dito Carlos Aranda, frases que, juntamente com outros indícios (contactos entre futebolistas), terão levado os investigadores à conclusão de que o resultado do jogo entre Valladolid e Valência (0-2) estava combinado. O Valência marcou um golo em cada parte (36 e 52 minutos) e garantiu a quarta e última vaga para a próxima edição da Liga dos Campeões.

Aina segundo o El Mundo, a investigação está na posse de seis meses de escutas telefónicas. Recorde-se que vários jogadores e ex-jogadores da primeira e segunda ligas espanholas de futebol foram detidos em 28 de maio último por suspeitas de terem criado uma organização para manipular os resultados de jogos e obter benefícios em apostas. Segundo a investigação, o ex-jogador do Real Madrid Raúl Bravo, um dos detidos, seria o cabecilha desta organização criminosa, tendo ainda sido detidos Borja Fernández, do Valladolid, Ínigo López, jogador do Deportivo, Samuel Saiz, jogador do Getafe, por empréstimo do Leeds, e Carlos Aranda, ex-jogador de várias equipas da primeira divisão.

Também foram detidos pela polícia Agustín Lasaosa, presidente do Huesca, clube no qual alinha o defesa português Luisinho, e Juan Carlos Galindo Lanuza, chefe dos serviços médicos do mesmo clube.