O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes disse esta quarta-feira que «gostava de ganhar o ordenado» de Eduardo Catroga na EDP, criticando o «ciúme e inveja» de quem reprova o valor que já era pago ao ex-presidente António de Almeida.

«Eu gostava de ganhar o ordenado de Catroga. Mas quem ganhava aquele ordenado era o ex-presidente António de Almeida, quadro do PS, e nunca deu primeira página de nenhum jornal. Era o mesmo ordenado de António de Almeida até há cinco dias e agora só porque é o ordenado de Catroga já é um mau ordenado e injusto», afirmou o também conselheiro de Estado, à margem de uma visita ao parque empresarial de Serzedo, Gaia.

Quanto às críticas nas nomeações para a EDP, o autarca de Gaia respondeu ser «extraordinário como uma mentira dita com convicção pode passar a ser verdade e depois passar a fazer-se um debate nacional sobre a mentira».

«A EDP, face a este processo de reprivatização, tem um conselho de administração de sete pessoas e depois tem um conselho geral com 21 pessoas. Esse conselho geral é um órgão consultivo com poderes relativamente limitados no quotidiano e quem manda na empresa é a administração. Desses sete elementos só um tem ligações ao PSD e já era membro do conselho de administração», explicou Menezes, referindo-se a António Mexia, «cuja qualidade é indiscutível».

Sobre o conselho de administração, salientou que só três dos 21 elementos pertencem ao PSD e um ao CDS.

Menezes defendeu ainda que «nunca ninguém foi tão parcimonioso na ocupação de lugares como tem sido este governo do PSD».

O ministro das Finanças recusou terça-feira qualquer influência do Governo sobre a escolha dos membros dos órgãos sociais da EDP.

O actual presidente da EDP, António Mexia, deverá ser reconduzido na próxima assembleia-geral da empresa como presidente do conselho de administração executivo para o triénio 2012-2014 e o antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga encabeça a lista para o Conselho Geral e de Supervisão, ao lado de nomes como Braga de Macedo, Celeste Cardona, Ilídio Pinho e Paulo Teixeira Pinto.
Redação / SM