A Parpública, holding do Estado que detém 49 por cento do Autódromo do Estoril, prepara-se para vender a sua participação.

A transacção acontece dez anos depois do circuito «ter caído nas mãos do Estado como pagamento das dívidas fiscais do grupo Grão-Pará», adianta a agência «Lusa».

O Autódromo Fernanda Pires da Silva foi parar ao controlo público no Verão de 1997, na sequência de um acordo global celebrado entre o Governo e o Grão-Pará que visava a resolução, por via negocial, de todos os diferendos, incluindo dívidas e acções judiciais, avolumadas ao longo de mais de 20 anos.

Inaugurado em 1972, «o Autódromo sofreu uma intervenção do Estado logo em 1974 por alegado incumprimento fiscal da Grão-Pará, a empresa detentora da infra-estrutura».

No entanto, «a troca de acusações entre o Estado e a empresa prosseguiram depois do acordo de 1997 e mesmo depois de a infra-estrutura ter passado totalmente para mãos públicas», em 2002.

O acordo, celebrado entre o Governo, então liderado por António Guterres, e o grupo Grão-Pará, que integrava a empresa Autodril, proprietária do Autódromo, «foi assinado a 07 de Julho de 1997 e previa, entre outros aspectos, a atribuição da gestão maioritária (51 por cento) ao Estado».

A abertura das propostas será feita em «sessão pública no dia 20 de Dezembro na sede da Parpública», conclui