Bruno Pinheiro, treinador do Estoril, analisa o empate com o Benfica (1-1), em jogo da 10.ª jornada da Liga, disputado no seu 45.º aniversário:

[o Estoril pode pensar na Europa?] «Estamos na décima jornada. Nada está ganho, longe disso. Faltam 24 jornadas, 72 pontos. Temos 19. Longe disso. Não é esse o pensamento agora. O nosso pensamento é melhorar a qualidade de jogo.»

[Disse, antes do jogo, que a equipa ainda está aquém do seu valor. O que o levou a dizer isso?] «Trouxemos muitos jogadores nos quais acreditamos, e que ainda estão muito aquém do que podem dar coletivamente. Reforçámo-nos muito bem, mas não foi logo no início da época. Tivemos de esperar o fim do mercado. Eram jogadores que já namorávamos há um mês e meio, mas tivemos de ser pacientes, e chegaram já com o campeonato em andamento. Preparar uma ideia de jogo em pré-epoca é uma coisa, com o campeonato em andamento é outra.»

[falta ao Estoril fazer do Estádio António Coimbra da Mota uma fortaleza?] «As equipas aparecem aqui com um pensamento diferente. Já o ano passado, na II Liga, ganhávamos mais facilmente fora do que em casa. Não sei se é da responsabilidade. Os adversários, nas suas casas, têm outras obrigações, e dão espaço que não dão aqui.»

[O Benfica desvalorizou o Estoril na segunda parte, até pelas substituições que fez?] «Não acredito. Isso é dizer que os jogadores que fazem parte do plantel não têm qualidade. Eu acredito muito nos jogadores que tenho no banco, e acredito que o Jorge Jesus também. Temos de escolher onze, e muitas vezes a diferença entre um e outro é só mesmo um estar em campo e o outro no banco. O ano passado chegámos a trocar dez jogadores para a Taça, ou seis ou sete no campeonato, e continuávamos a ganhar. Não penso dessa forma. São oportunidades que são dadas aos jogadores. Foram infelizes numa bola parada.»

Nuno Travassos / Estádio António Coimbra da Mota, Estoril